sexta-feira, 7 de maio de 2010

ATIVIDADES:

1) Criando uma nova linguagem:

Exercício: Abaixo estão quatro frases diferentes.

Na ordem crescente das frases: criar um uma escrita em forma de um ideograma simples (sumério) para a primeira. Para a segunda frase um ideograma complexo como o egípcio. Para a terceira um ideograma que represente uma idéia abstrata e para o quarto uma linguagem nova que não seja baseada no alfabeto grego.

- a Bebemos água e dormimos numa cama de palha.
- b As mulheres lavam, cozinham e trabalham.
- c A alegria tomou conta da vida de casado.
- d Vivemos num novo tempo em que há domínio da escrita.

2) Leia os textos abaixo e comente sobre cada um deles:


ا ب ت ث ج ح خ د ذ ر ز س ش ص ض ط ظ ع غ ف ق ك ل م ن ه و ى ء


А Б В Г Ґ Д Ђ Ѓ Е Ё Є Ж Ѕ З И І Ї Й Ј К Л Љ М Н Њ О П Р С Т Ћ Ќ У Ў Ф Х Ц Ч Џ Ш Щ Ъ Ы Ь Э Ю Я



No final da Dança o Rei Nataraja soa o tambor 59 vezes!


4) Leia o texto atentamente

A verdadeira droga da obediência

-- Não saia do seu quarto até a janta.

A mamãe estava brava. E era assim que ela descontava na gente. Dava lições de moral e castigos injustos. Era a ditadura das mães. Vigiar e punir.
Sentei-me na cama. Folheei algumas revistas de games, depois de ciências. Duas coisas que eu adorava, jogos e ciências. O resto parecia bobagem, soava como tolice. Nunca me interessei pela Grécia, Roma, Cartago, nem nada sobre o mundo antigo. Embora eu soubesse que fazia sentido ler no passado erros que poderíamos evitar no futuro. Meu mundo não era a política e sim a lógica do querer. E eu só queria sair com uns amigos, porque tínhamos combinado na escola que veríamos um filme no cinema. Depois de um deslize meu sobre respeitar horários da casa, decidiram que eu não iria mais sair e seguindo essa lógica eu estava uma fera. É a droga da obediência.
Era horrível depender das decisões de outros para que as minhas fossem aceitas e cumpridas. No dicionário isso se chama burocracia, na minha cabeça era o tédio das longas conversas com os pais sobre os direitos que dependiam dos deveres, embora, para mim, eram duas coisas completamente distintas.
Abri a janela do quarto. O sol se punha no horizonte. Ouvi o telefone tocar na sala e me pus atrás da porta pra ouvir alguma coisa.

-- Não. Ele não vai mais. Tudo bem, eu dou o recado.

Eu morri naquela hora. Senti no coração um misto de dor, ódio e compaixão. Dor de perder a chance de beijar a garota mais cobiçada da sala, ódio pela punição de algo que não fiz, não propositalmente e compaixão pela minha mãe que nada sabia sobre o meu universo. Aliás, nunca estabelecemos uma conversa amigável. Eram sempre brigas e discussões. Quando Dona Vanda não me castigava, meu pai me batia de cinto. Mesmo depois de crescido eram minhas únicas opções: surra ou castigo. Nunca tive escolha. Não até aquele momento. Sentei no chão e chorei como um jovem desgraçado.
-- Passa a salada. – pediu-me papai.
-- Querido, você pagou a conta de luz?
-- Paguei e paguei caro.
-- É meu bem, pensa que é fácil ter família?
-- Ah cala essa maldita da boca. Se não fosse esse moleque o dia todo no videogame não estaríamos pagando tão caro. – papai bateu-me de novo na cabeça. Ele achava que meu crânio era um saco de areia.
-- Eu te avisei Lucio que ia contar pro seu pai. Você precisa ser mais prudente.
-- É e comer menos também, essa barriga dá muito gasto. – Victor me fitou com seus olhos frios enquanto me apontava com a faca.
-- Não exagera Victor, o menino ta em fase de crescimento.
Papai chegou bêbado no dia seguinte, bateu em mim e em minha mãe até ficarmos de cama. Desde então nunca mais nos vimos.

Exercícios:

1) Quantos personagens apareceram na história?
2) Quem era o pai?
3) Quem era a mãe?
4) Quem era o filho?
5) Como Lúcio via a atitude da mãe em colocá-lo de castigo?
6) Em qual fase da vida estava Lúcio?
7) O narrador faz referência a uma disciplina que não gosta e a uma que gosta, quais seriam elas?
8) O que é “a droga da obediência”?


Analise todas as questões e as classifiquem em: antecipação de informação, inferências (ler nas entrelinhas), relação entre textos, localização de informação e ativação de conhecimentos prévios.

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